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Mostrando postagens de novembro, 2020

“Há coisas que nunca se poderão explicar por palavras” José Saramago

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Só sentindo e experimentando... Os estudos e a observação eram constantes na família AMPARE. A empatia foi fundamental, nas escutas, tentando manter a neutralidade, sem que houvesse crítica nem julgamento. E eu olhava e me encantava com os resultados. Tudo ia fazendo sentido. Foi a melhor de todas as escolas, um grande laboratório que me deu a bagagem que tenho hoje. Estive na Holanda, a convite do Frei Lourenço, um holandês radicalizado no Brasil, visitando várias clinicas e instituições para dependentes. Foi uma experiência única, inesquecível e muito doída. Eles têm um outro olhar; é uma outra realidade. Também fiz uma excursão, acompanhando 18 internos, em Aparecida do Norte, a convite do meu querido amigo, Padre Toninho, da Igreja Santa Rita de Cássia que ficou na história. Na época, gerou polêmica e espanto. Fui voluntária na AMPARE, até 2016, quando ela fechou as portas. Ainda mantive uma reunião de família por 6 meses. Foi muito sofrido esse período. É preciso deixar ir o que j...

“A dor analisada e assimilada gera crescimento.” Budha

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E eu comecei a me escutar bem devagarinho...  A dependência é uma doença muito triste e, às vezes, é tratada com pouco caso e indiferença. Iniciei o voluntariado na AMPARE e aos poucos comecei a coordenar reuniões de famílias. No início eram 3 reuniões semanais e cresceu tanto que eram quase que diárias. E eu gostava muito. Fiz grandes amigos.  As famílias não têm noção do quanto estão adoecidas pois acreditam que internando o dependente se resolve tudo. Que ele é o problema. Mas tem uma história, raízes profundas que, em muitos casos brotaram lá atrás. A família também precisa tratar. Também requer cuidados, atenção e escuta. Para cada dependente pode existir vários co-dependentes. A doença é familiar e não individual e é trabalhosa. A medida que fui me aprofundando comecei a atendê-los também. Foi enriquecedor e transformador.  Agradeço profundamente a Maria Helena (fundadora da AMPARE) e Cristiana Abreu (psicóloga da AMPARE) (mãe e filha) pela confiança e oportunidade....

“A dor mal compreendida e não assimilada gera sofrimento.” Budha

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“Eu me avisei, mas não me ouvi” Caio R. A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional. Os tratamentos e diagnósticos continuaram. Testava medicamentos. Fiquei em estado de inanição por um tempo. Durante o período de afastamento, Nícea, uma amiga querida me convidou para conhecer uma creche. Foi uma benção e um bálsamo. As crianças me reanimavam e a dor minimizava. Fiquei lá uns 2 anos e meio. À partir daí não parei mais com o trabalho voluntário. Em 2000 optei pelos dependentes; as crianças tinham muitos cuidadores. E os dependentes ficavam à margem, excluídos. Foi uma escolha da minha alma em seu desejo e dor mais profundo e ela tem razões que o ego desconhece.  A alma é quem eu sou em essência e profundidade. O ego é quem estou. Continua no próximo Post... #dependencia   #dependenciaquimica   #psicoterapia   #leituracorporal   #nereidavilela #constelacaofamiliar   #berthellinger   #virginiasatir   #rupertshel...

É preciso ter o caos dentro de si para gerar uma estrela dançante.” Friedrich Nietzsche

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Pois é nos vales que nos fortalecemos; e no caos vislumbra a luz. Preciso voltar no tempo; antes de conhecer a constelação; pois no impulso, acabei me atropelando. Sou observadora, intuitiva e intensa. Me interesso pelo desconhecido, quero aprender, fazer e transformar. Sempre gostei de boas conversas, de escutar. Meu primeiro emprego foi na Bayer em 73 onde convivi com alemães. Gostei de trabalhar com eles. E mais tarde fez todo sentido, pois tenho ancestralidade alemã (paterna) e não sabia. No ano de 79 entrei para a Cemig. Meu mundo se abriu. Foi como jogar o sapo n’agua. Aprendi muito, fiz inúmeros cursos, entre eles Análise Transacional que me ajudou demais em meus processos. O gosto pela escrita acentuou; eu ganhei uma coluna no jornalzinho mensal, onde publicava minhas poesias. Conquistei um bom público. Tudo caminhava alternando entre grandes aprendizados. Passei por perdas significativas e inúmeros percalços no cotidiano e fazendo sintomas. O corpo sempre sinaliza quando a alm...

Vós pouco dais quando dais de vossas posses. É quando dais de vós próprios que realmente dais.” Gibran Khalil Gibran

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E, por isso, recebemos tanto de nossos ancestrais, pois o que eles nos passaram são deles próprios e não de suas posses. Hoje, quero trazer um pouco da minha história com a constelação familiar. Conheci essa terapia por meio de um amigo muito querido, por volta de 2006/7. Estava terminando o último curso (Aprofundamento) na EFMA com Márcio Miranda. Maravilhoso. E queria mais. Sou uma buscadora nata. Encantei-me pelo nome “constelação familiar” que reverberou em mim de maneira especial e, a partir daí, começamos, Murilo e eu, a buscar grupos, enveredando por esse caminho de descobertas. Naquela época, havia poucos consteladores em BH. O primeiro que conheci foi o Regis e, logo depois, a Solange Rolla, com quem aprendi muito e continuo aprendendo. Muita gratidão por tudo. Meu amigo iniciou o curso em Caldas Novas. Como, para mim, ainda, não era possível, continuei estudando e participando de grupos assiduamente. Era mágico. Os movimentos e insights foram acontecendo dentro de mim. Conver...

“Vossa alegria é vossa tristeza desmascarada.” Khalil Gibran

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Pois onde brotou a minha alegria é onde também dorme a minha tristeza. Não sei por onde começar. As palavras se atropelam e se embolam nos pensamentos e sentimentos, arranhando e sufocando internamente. O domingo já havia findado e o texto de hoje ainda não estava escrito. Passei o final de semana mergulhada em mim. Não está cabendo o que é meu e o que sou com tudo que busquei e rebusquei em minhas lembranças e entranhas. O corpo está pequeno para a alma em polvorosa.  Quanto mais se busca, mais se descobre. É incrível: o que somos e o que temos dentro de nós esperando ser cuidado. E neste tempo de Pandemia quanto mais nos dispusermos a entrar em contato com nossa alma, mais teremos oportunidade de nos conhecermos, acolhendo nosso corpo de emoção (criança interior) e com isso atingirmos o propósito do que estamos vivendo neste ano de 2020. Estou nesta busca e é também o que sugiro aos meus clientes nos atendimentos terapêuticos e constelações. Eu os instigo, pois é uma oportunidade...

“As fantasias da infância são as memórias transfiguradas pela saudade.” Rubem Alves

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Repito: “Lembre-se de mim de vez em quando”  E essas memórias após esse processo, passeiam e brincam aguçando meus sentidos e cada partícula das células. Retomando o texto para a fotografia do mês de outubro me resvalo em acontecimentos parafraseando emoções e sentimentos já experimentados num tempo distante mas que continua reverberando até os dias de hoje. Pois, como já disse anteriormente, o passado, presente e futuro se condensam nos revirando pelo avesso. E tudo isso me possibilita profundas ressignificações. Em setembro a foto foi do “final da rua da ponte”. É na parte baixa da cidade, onde corre o rio. Agora é a foto da igreja matriz de Santo Antônio, padroeiro da cidade de Mateus Leme, construída na praça central onde começa e nasce tudo e todas as coisas; onde surgem as vertentes e as ramificações. A igreja é linda: significativa em alegria e dor. A sua festa religiosa mais conhecida e bonita acontece em junho, em homenagem a Santo Antônio e São Sebastião com missas, proci...

“Uma voz falou, vindo de não sei onde, perto do meu coração” José Mauro de Vasconcelos E complementou: “Lembre-se de mim de vez em quando.” José Mauro de Vasconcelos E eu senti e pensei: Eu lembro de vez em sempre, tentando fazer o meu melhor!

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Acordei assim ...  Não cabendo dentro de mim... Como uma explosão e implosão ao mesmo tempo. Não era só alegria nem só tristeza. Um misto de tudo pincelado pelas memórias. Minha prima, com quem tenho coragem de pensar em voz alta, passou aqui e conversamos sobre isso, pois ela também estava nesse estado de presença. Foi bom trocar figurinhas.  Bem, nos acalmamos, pois já éramos duas. E ela ainda pediu as fotos dos nossos avós. Soltou algo dentro de mim. Em meu coração, passarinhos de todas as cores e sons piando e cantando, chegando a doer meu peito e, a alegria genuína do milagre que é a vida aqui, agora e no lugar de onde viemos.  E tudo isso acontecendo hoje, dia 02/11/2020*, finados, que, para mim, depois de muito tempo e sofrimento, celebro com serenidade e uma pitada de contentamento: o retorno para casa.  Não estou dizendo que a dor não acontece mas, ficou mais leve pois é a realidade ancorada em paz e aceitação. E ela não adoece, por mais que doa.  E cad...