🔸E, assim, percebo-me neste mês de abril, que me traz lembranças de duas das três mulheres especiais da minha vida: minha mãe e minha avó paterna. 🔸Abril, para mim, tempo de significados antagônicos em que perpassaram a alegria e a tristeza, quando minha querida vovó Chiquinha, mãe do papai floresceu e fez a passagem. 🔸Nessa semana que passou, estive conversando com minha tia Jamile, irmã caçula do papai, sobre a vovó. Gosto de ouvir as histórias, pois elas me nutrem e me fortalecem. Essa vó de uma força imensurável, de integridade e ética admirável, foi dada pelo irmão ao meu avô Domingos, que a quis tão logo a conheceu, aos quatorze anos e, aos quinze, já estava casada. A mãe dela, minha bisavó, havia morrido. Eram descendentes de índios (não sei ainda de qual tribo, mas estou pesquisando, pois esses assuntos eram velados). 🔸Ela não estudou, mas era sábia, inteligente e muito brava. Era vaidosa, gostava de joias e lavava o rosto com água de arroz, pois dizia que amenizava a...