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Mostrando postagens de agosto, 2020
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 Esta foto de pano de fundo postada no dia 07/08/2020 -  uma ponte. Não uma ponte qualquer, pois ela liga o presente ao passado, à minha infância e adolescência; trazendo lembranças inesquecíveis da minha avó materna (Vovó Neném) e sua casa de janelas verdes circundada por uma trepadeira e tudo que aquela rua continha: alegria, cheiros e sons misturados à poeira, sol e suor, nos meus sonhos de criança e adolescente. #dependencia   #dependenciaquimica   #psicoterapia   #leituracorporal   #constelacaofamiliar   #berthellinger   #samadevabrasil   #idrislahore   #virginiasatir #claudiaboatti   #movimentosessenciais YoutubeMerciaSalomeSilvaAmpare Deixe seu comentário...

“Viver é um rasgar-se e remendar-se” Guimarães Rosa

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E assim vamos... rasgando e remendando a cada tombo, susto ou dor, não é? Querida! O seu riso é uma constante em minhas lembranças e a sua ternura transpassa toda a minha existência. Falar sobre a senhora deixa minha alma em festa. Hoje, 29 de agosto, um dia especial em que és a protagonista. Minha avó materna; para mim: vovó Neném. Para todos: dona Nenê.  E para ela, eu era Mercinha ou Fia. Uma mulher incrível em força, coragem e destino memorável. Tenho orgulho e especial admiração por ela. Naquela época tudo era demais e sem recurso: o frio, as enchentes, a poeira, o sol e o trabalho. Homenageio essa inesquecível avó que sempre fez cócegas no meu coração e, apesar de tudo que viveu, tinha o riso mais cristalino que já ouvi e senti. Meu parto foi na casa dela, nasci em sua cama assistida por ela e sua mãe, minha bisavó Elvira. Imaginem: 4 gerações juntas. Com certeza, uma benção tê-las nesse momento. Vovó era criativa, suave, maldosa, divertida e incansável. Tudo ao mesmo tempo. ...

“Conhece-te, aceita-te, supera-te” Santo Agostinho Para isso e por isso estamos aqui...

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Como disse anteriormente: somos autores da nossa história. Assim, precisamos de lucidez e clareza para acalmar ou acolher as emoções, que explodem como foguetes dentro de nós. Caso contrário, somos envolvidos por elas como vendaval nos tornando reféns de nós mesmos. E isso pode ser danoso à curto ou à longo prazo. As emoções mesmo depois que detonam, podem continuar ruminando e nos corroendo por dentro. O ego, detentor da razão, se impõe quase que implacavelmente, pois anestesiado não mede as consequências e nem recua.  A vontade, movida pelo impulso fica cega, não acessando as memórias (aprendizados e experiências adquiridas ao longo da existência). E a consciência que pondera e traz calma, tenta apaziguar mas, no calor dos acontecimentos, não consegue impedir o desenrolar dos fatos. Restando a alternativa de esperar que o coração, onde tudo foi e é sentido, se acalme em meio a todo turbilhão; repouse no cansaço e silêncio se recompondo do que aconteceu há minutos atrás. E então, ...
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  Esta foto é a primeira que tirei e escolhi para abrir como pano de fundo minhas "Entrelinhas da Existência". Ela foi publicada como capa do blog em 06/07/2020,e não poderia deixar de estar presente na sequência por sua relevância. É uma pequena estrada em Mateus Leme, a cidade onde nasci, que percorro para chegar ao CRASI, uma comunidade terapêutica onde faço um trabalho voluntário há mais de um ano. Este caminho que, para mim, é muito significativo revira meu coração e meus pensamentos. É o cheiro da terra e do verde aguçando todas as lembranças já vividas. #lembranças #significado #primeirafoto

“Tenho aprendido com a experiência que a maior parte de nossa felicidade ou miséria depende da nossa disposição e não das nossas circunstâncias.” Martha Washington

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Isto quer dizer que somos os autores de nossa história. Então, qual o motivo de se deixar emaranhar em mínimas situações e detalhes?  O que nos leva a ruminar tantos pensamentos e sentimentos oriundos de emoções conflituosas e culminando em comportamentos onde somos os maiores prejudicados?   Não importa a intenção ou o motivo. O resultado pode ser catastrófico. Temos: a emoção que é o carro chefe, onde tudo se inicia; a razão: o ego; a vontade: o impulso; a memória: o livro de consulta; a consciência é a que pondera e o coração é o que sente. E tudo se confronta e se manifesta ao mesmo tempo, dentro de nós. E nestes cinco meses de pandemia tenho observado e experimentado os movimentos mais diversos; os diálogos, dentro dos núcleos familiares, percorrendo uma linha tênue entre o conflito e a paz; em momentos de profunda dor e solidão, perdas e abandonos. A indiferença diante das acontecências. Assim, nessas horas que podem ser mágicas ou miseráveis, onde tudo se torna ins...

“Tudo que muda a vida vem quieto no escuro. Sem preparos de avisar.” Guimarães Rosa

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E com isso, na insegurança do desconhecido, perde-se o prumo e o rumo. Depois do deleite no passado onde, de alguma maneira, recupero energia, coragem e força retomo o hoje, o aqui e o agora, na confusão do tempo e das horas nesta pandemia... Neste momento de dualidade e disparidade faço um mergulho, e me reviro do avesso. E assim, tateando nas sombras e luzes, trago um soneto que escrevi há muito tempo, mas que expressa muito do que estou ou estamos vivendo agora. Em alguns instantes, sinto como se em meu peito houvesse milhões de passarinhos fazendo algazarra, batendo asas; pois esta sensação, traz os opostos, de uma só vez aos borbotões.  É o inusitado: tudo misturado no corpo e na alma. É preciso olhar, separar, acolher e confiar. É a maravilha do viver. Soneto da Disparidade Por que precisamos falar Daquilo que não sabemos E, assim, não podemos entender As palavras que nos retornam? Por que precisamos cavar O que está imerso E que só o tempo trará À tona lento e naturalmente? ...

“As coisas mudam no devagar depressa dos tempos.” Guimarães Rosa

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E quando assustamos... já não somos mais os mesmos e muitos dos nossos sonhos ficaram para trás....  Abro agora um parêntesis no que venho escrevendo até aqui. Faço uma viagem no tempo; volto à minha cidade natal: Mateus Leme; à rua onde minha avó materna morou e criou seus filhos: Rua Wenceslau Braz, e foi nessa casa onde eu também nasci e passava as minhas férias de escola. Mas, para minha tristeza, e não me lembro mais o porquê, ela foi vendida na década de 70. Ficou a saudade de um tempo efêmero, intenso e inesquecível, deixando marcas profundas e indeléveis. Não conheci meu avô materno. Ele faleceu quando mamãe tinha dez anos. Por isso, desde o dia 06 de agosto quando alterei a foto de fundo do Post e também postei as fotos subsequentes mostrando um mesmo lugar, uma mesma rua, e essa casa que tem um significado tão especial, para mim. Uma maneira de homenagear e acalentar minhas memórias. Quando íamos visitá-la e atravessávamos aquela ponte, que sob ela passava um rio, no qual...

“É preciso desistir do que queremos, para recebermos o que necessitamos.” Bert Hellinger

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É preciso passar pelo fogo... Hoje, 14 de agosto, faz cinco meses que fiz o último grupo de constelação familiar, desde que a pandemia teve início. E, à partir daí, tudo mudou. Foram suspensos os encontros, toques, abraços, beijos. Os escritórios e escolas transferidos para dentro de casa. Tivemos que reinventar o trabalho, o lazer, os relacionamentos. Tudo junto e misturado. Tempo de reestruturar e adaptar. Discussões/conciliação, conflitos/aliança, falação/silêncio. Um nó na garganta, no peito e na mente. Necessidade iminente de transformação. E tudo isso sem contar o medo do novo que se apresentou sem aviso prévio. Medo da morte, medo de perder tudo, todos e qualquer coisa. Será que tudo isso aconteceu de repente? Não, não foi de repente...                                                                      ...

“Quem elegeu a busca não pode recusar a travessia.” Guimarães Rosa

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  E como elegi essa busca... Volto ao texto anterior: aos avós. Senti que preciso, neste momento de pandemia, falar sobre os nossos idosos. No meu caso, me vem no coração meus tios(as). Eu experimento com eles encontros inusitados, engraçados, experiências e conversas de intenso aprendizado. Meu verbo com eles é escutar, observar e acolher.  É preciso um olhar carinhoso e compassivo para com eles neste momento diferenciado onde estão experimentando tantas mudanças. É preciso serenidade para escutar sem julgar; sabedoria para se chegar a um acordo sem imposição ou impaciência. Lembrem-se: eles também desejam, também podem, dentro de um limite coerente. Por favor, escutem com o coração e com respeito. Perguntem, observem e esperem eles se manifestarem, verbalizar sentimentos e quereres. Levem alegria. Se coloquem no lugar deles. Não é só o Covid que adoece e mata. A solidão, a falta e ausência do toque, do olhar, do sorriso e, principalmente da presença dos netos e/ou sobrinhos,...

Simples assim, né papai?

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“A vida lhe nega milagres, até que entenda que tudo é um milagre.” Bert Hellinger

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                                                                                         Somos um milagre... Escolhemos nossos pais, pois eles trazem e têm tudo que precisamos para olhar, tratar, cuidar e transformar em nós. Costumo dizer que temos um “chip” a mais, que facilita ou dificulta o caminho; depende de nós. Podemos usa-lo a nosso favor ou ficarmos na pirraça, ou vitimização.   Conhecemos a pirraça à partir dos três meses e ela se prolonga por toda a vida. Muitas vezes é inconsciente. Mas hoje quero voltar no tempo, na infância: ir até os avós: paternos e maternos: os QUATRO. Falar dos avós é acalentar a alma; acessar lembranças inesquecíveis; acordar a criança adormecida no passado; aguçar o paladar, o cheiro, a escu...

“A alma não tem segredo que o comportamento não revele” Lao Tse

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Ei... queridos e queridas...  Hoje está fazendo um mês que iniciei este projeto tão sonhado e que, com a pandemia, foi antecipado. Não poderia deixar de dizer algo para vocês que fazem parte e, sem saber, me estimularam a mergulhar nesta caminhada; cada um à sua maneira, de um jeito bem peculiar e especial.  Venho retribuir o carinho e atenção com que fui recebida. Agradeço os elogios e os comentários que me incentivam a continuar. Estou muito feliz, independente das dificuldades. A pandemia veio para nos virar e revirar. E, de minha parte, estou profundamente agradecida por tudo que tenho experimentado neste período. Não está sendo fácil. Tem muita dor. E a dor nos fortalece e restaura. Costumo dizer que, não estamos aqui de férias. Viemos a trabalho e, eventualmente, tiramos férias. Este dia 06 de agosto também é especialíssimo na minha vida, por isso trago este poema para homenageá-lo. Ausência Se você pudesse, por um instante... Embrenhar no âmago da minha alma e Dedilhar ...
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Um mimo cheio de saudades...

Somos um milagre...

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Como escreveu lindamente Khalil Gibran: “Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E, embora vivam convosco, não vos pertencem. Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, porque eles têm seus próprios pensamentos. Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas; pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar, nem mesmo em sonho. Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós, porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.  Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a Sua força para que Suas flechas se projetem, rápidas e para longe. Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria: pois assim como Ele ama a flecha que voa, ama também o arco que permanece estável.” Até o próximo Post... #depend...