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Mostrando postagens de 2020

“Engraçado... Quando eu fecho os olhos o mundo desaparece.” Mafalda

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E flui dentro de mim o espetáculo que é este dia 25 de dezembro. O número mágico. O nascer da esperança junto com a criança e o sagrado que nos habita; que somos nós em todas as nuances, cores, raças, dogmas e idades, independente de classe social ou continente. Que a coragem, fé e determinação no que se é e se quer nos una nesta noite de Natal num propósito único em prol do bem maior. Pois o que acontece do lado de fora é resultado do que acontece do lado de dentro e vice versa. SOMOS TODOS UM. É preciso acreditar que é possível. Feliz nascimento nesta nova Era de Aquário. Somos Luz! A Luz sempre vence! A criança que habita em mim saúda a criança que habita em você! crédito da foto: (Birth Photographer International Image Competition Award/Reprodução) Até o próximo Post... #dependencia #dependenciaquimica #psicoterapia #leituracorporal #nereidavilela #constelacaofamiliar #berthellinger #virginiasatir #rupertsheldrake #samadevabrasil #idrislahore #claudiabo...

“A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer de seu próprio conhecimento.” Platão

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É preciso cuidar e cuidado com o que eu faço com o que aprendo. Antes de continuar preciso acrescentar dois marcos significativos na minha caminhada profissional: 2011 - Iniciei atendimento em constelação individual com bonecos. Minha primeira cliente foi Elisa Machado que sempre me acompanhou e incentivou. Grande companheira de jornada. 2013 – Meu primeiro grupo de constelação familiar organizado por minha querida prima Jaqueline Saraiva – terapeuta, no espaço do Instituto Hoffman – Serra, onde permaneci em torno de 3 anos. Gratidão eterna a ambos. O ano de 2015 foi especial e excepcional. Em fevereiro conheci Clara Naudi, médica e consteladora da Universidade de Samadeva – França, participando de um estágio promovido pelo Instituto Hoffman em BH. À partir deste encontro se descortinou inúmeras oportunidades para um maior aprendizado em constelação familiar pela abordagem de Idris Lahore, fundador da Universidade. Me identifiquei e gostei muito da Clara Naudi que trouxe a possibilidad...

“Vencer a si próprio é a maior das vitórias.” Platão

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E é preciso amar na medida do possível e sem medida com teu consciente e inconsciente, pacificado e na entrega. Retomo a minha estória à partir do sétimo relato... Retorno aos anos de 2003/04 para agradecer Camilo Lelis e Selma Antunes que me proporcionaram movimentos e curas profundas. Maio/2011 - Termino 1ª formação em Constelação Familiar com Dra. Elaine Pimentel - BH.   Maio/2011 - Conheci Cecilio Regojo nas Constelações Organizacionais.  Setembro/Outubro-2011 -  Guadalajara - México realizei mais um sonho: conhecer Bert Hellinger e Sophie Hellinger. O maior e mais emocionante de todos os eventos (workshop) que já participei até hoje; um público de 1500 pessoas. Organizado por Angélica Olvera, Diretora da CUDEC.  Novembro/2011 - Com Dra. Elaine participei do seminário sobre doenças com Stephan Hausner – SP. Maravilhoso. Julho/2012 - Retorno ao México - Tlalnepantla - Universidade Multicultural CUDEC, a primeira a introduzir a constelação familiar para profes...

“A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar.” Rubem Alves.

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E ela vai se descortinando à medida que os olhos vão lumiando os cantos mais recônditos em mim, trazendo clareza e confiança no pensar, sentir e fazer, no meu melhor.  Com alegria impar e o coração pleno de fé neste novo horizonte, compartilho mais uma poesia que expressa o momento que estou vivendo. Cotidiano Rasguei o tempo e o vento, oscilando entre o riso e a lágrima saudando pequeninos seres e animais, arvorando sonhos e saudades. Naveguei em calmarias e tempestades, gazeando com aves cintilantes, embebida no brilho do arco-íris. Lavei a alma para o momento iminente a acalentar e cultivar fantasias. Agora, o aqui está tão longe... Guerreando com armas desconhecidas no hoje;  uivando como lobos em busca de raposas, instigando o ego em profundas meditações, arranhando e machucando as entranhas, resvalando corpo e mente nas paredes da solidão. Resolvi rumar para o fantástico país do real, ungir meus olhos, ouvidos e boca; ganhar a terra com pés descalços, agarrar tudo que me...

“Os olhos são as lâmpadas do corpo. Quando a luz dos olhos é colorida, o mundo vira um arco-íris.” Rubem Alves

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E meus olhos estão como uma aquarela e a minha alma em ebulição. Estou vivendo um momento especialíssimo que construí na fé e coragem acreditando que tudo é possível àquele que a tem. Faço uma pausa na minha estória após o “sétimo” relato e trago para vocês mais uma poesia lá de trás que retrata este momento. Lembrando que a vida é feita de ciclos e sonhos que se derramam neste azul anil de 8 de dezembro. Gratidão eterna, Mãe Divina. Devaneios Não importa o lugar, o momento, o tempo; pois o lugar é o aqui, o momento o agora e o tempo é toda a existência. Não importa o riso, o pranto, o som; pois o riso advêm de todas as alegrias, o pranto aflora da dor, da emoção incontida e o som a coletânea do que passou. Não importa o céu, o sol, a lua, a estrela; pois o céu é o ninho, o sol a luz, a lua o travesseiro e a estrela a fantasia. Não importa a chuva, o vento, o frio; pois a chuva lava o coração trazendo o arco-íris, o vento espairece os miasmas que fluem e o frio minimiza a chama interio...

“O sonho é que leva a gente pra frente. Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado.” Ariano Suassuna

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Segui, metamorfoseando e descortinando, sonhos que me mostravam um novo jeito de caminhar no mesmo caminho.  Continuava coordenando as reuniões na AMPARE, acompanhando os familiares e alguns dependentes, conciliando tudo com os estudos. Elas eram frequentadas, também, por pessoas que se identificavam com a terapia de grupo. Os encontros eram ricos em experiências e trocas e comecei a ser questionada sobre atendimentos individuais fora da instituição. Numa tarde de quarta-feira, quando fui replicada mais uma vez sobre essa possibilidade, Miriam Pedra - psicóloga, um anjo em minha vida, interrompeu dizendo: “A partir da próxima semana, ela atenderá vocês no meu consultório todas as manhãs, inclusive aos sábados e sexta à tarde. Eu levei um susto enorme.  Emocionei-me e engasguei. Não sabia o que dizer. Momento inesquecível e um divisor de águas em minha vida. E ela me disse: “Você já nasceu terapeuta. O que eu escuto de você não tem nos livros. É a sua experiência e percepção.” ...

“Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses.” Rubem Alves

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E, assim, vamos nos metamorfoseando. Fui emergindo do caos,  abrindo-me para algo novo que se descortinava. O outro era um espelho, uma cartilha mágica que escancarava o que eu precisava acolher em mim.  Embrenhei m-me em vários aprendizados, buscando novas percepções para os sintomas. Se os construímos, podemos descontruí-los.  Olhar e observar foi terapêutico. E, desde 2000, não parei mais; participando de inúmeros seminários sobre dependência química e amor exigente.Estudei Budismo por 2 anos com a Xangai, que já fez a passagem. Foi maravilhoso e imprescindível. Fiz 3 anos de leitura corporal na escola da Nereida Vilela. Meus professores incríveis: Cristiane Junqueira e Euder Airon, com quem continuo aprendendo, pois sou cliente e paciente deles. E faço alguns módulos avulsos. Fiz a Cura pelos Chakras com o grego Axis em 2004/5 que também já partiu. Fiz o Eneagrama (5 módulos) com o Padre Erick da Comunidade Shalom com direito a imersão para cura da criança interior. S...

“Há coisas que nunca se poderão explicar por palavras” José Saramago

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Só sentindo e experimentando... Os estudos e a observação eram constantes na família AMPARE. A empatia foi fundamental, nas escutas, tentando manter a neutralidade, sem que houvesse crítica nem julgamento. E eu olhava e me encantava com os resultados. Tudo ia fazendo sentido. Foi a melhor de todas as escolas, um grande laboratório que me deu a bagagem que tenho hoje. Estive na Holanda, a convite do Frei Lourenço, um holandês radicalizado no Brasil, visitando várias clinicas e instituições para dependentes. Foi uma experiência única, inesquecível e muito doída. Eles têm um outro olhar; é uma outra realidade. Também fiz uma excursão, acompanhando 18 internos, em Aparecida do Norte, a convite do meu querido amigo, Padre Toninho, da Igreja Santa Rita de Cássia que ficou na história. Na época, gerou polêmica e espanto. Fui voluntária na AMPARE, até 2016, quando ela fechou as portas. Ainda mantive uma reunião de família por 6 meses. Foi muito sofrido esse período. É preciso deixar ir o que j...

“A dor analisada e assimilada gera crescimento.” Budha

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E eu comecei a me escutar bem devagarinho...  A dependência é uma doença muito triste e, às vezes, é tratada com pouco caso e indiferença. Iniciei o voluntariado na AMPARE e aos poucos comecei a coordenar reuniões de famílias. No início eram 3 reuniões semanais e cresceu tanto que eram quase que diárias. E eu gostava muito. Fiz grandes amigos.  As famílias não têm noção do quanto estão adoecidas pois acreditam que internando o dependente se resolve tudo. Que ele é o problema. Mas tem uma história, raízes profundas que, em muitos casos brotaram lá atrás. A família também precisa tratar. Também requer cuidados, atenção e escuta. Para cada dependente pode existir vários co-dependentes. A doença é familiar e não individual e é trabalhosa. A medida que fui me aprofundando comecei a atendê-los também. Foi enriquecedor e transformador.  Agradeço profundamente a Maria Helena (fundadora da AMPARE) e Cristiana Abreu (psicóloga da AMPARE) (mãe e filha) pela confiança e oportunidade....

“A dor mal compreendida e não assimilada gera sofrimento.” Budha

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“Eu me avisei, mas não me ouvi” Caio R. A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional. Os tratamentos e diagnósticos continuaram. Testava medicamentos. Fiquei em estado de inanição por um tempo. Durante o período de afastamento, Nícea, uma amiga querida me convidou para conhecer uma creche. Foi uma benção e um bálsamo. As crianças me reanimavam e a dor minimizava. Fiquei lá uns 2 anos e meio. À partir daí não parei mais com o trabalho voluntário. Em 2000 optei pelos dependentes; as crianças tinham muitos cuidadores. E os dependentes ficavam à margem, excluídos. Foi uma escolha da minha alma em seu desejo e dor mais profundo e ela tem razões que o ego desconhece.  A alma é quem eu sou em essência e profundidade. O ego é quem estou. Continua no próximo Post... #dependencia   #dependenciaquimica   #psicoterapia   #leituracorporal   #nereidavilela #constelacaofamiliar   #berthellinger   #virginiasatir   #rupertshel...

É preciso ter o caos dentro de si para gerar uma estrela dançante.” Friedrich Nietzsche

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Pois é nos vales que nos fortalecemos; e no caos vislumbra a luz. Preciso voltar no tempo; antes de conhecer a constelação; pois no impulso, acabei me atropelando. Sou observadora, intuitiva e intensa. Me interesso pelo desconhecido, quero aprender, fazer e transformar. Sempre gostei de boas conversas, de escutar. Meu primeiro emprego foi na Bayer em 73 onde convivi com alemães. Gostei de trabalhar com eles. E mais tarde fez todo sentido, pois tenho ancestralidade alemã (paterna) e não sabia. No ano de 79 entrei para a Cemig. Meu mundo se abriu. Foi como jogar o sapo n’agua. Aprendi muito, fiz inúmeros cursos, entre eles Análise Transacional que me ajudou demais em meus processos. O gosto pela escrita acentuou; eu ganhei uma coluna no jornalzinho mensal, onde publicava minhas poesias. Conquistei um bom público. Tudo caminhava alternando entre grandes aprendizados. Passei por perdas significativas e inúmeros percalços no cotidiano e fazendo sintomas. O corpo sempre sinaliza quando a alm...

Vós pouco dais quando dais de vossas posses. É quando dais de vós próprios que realmente dais.” Gibran Khalil Gibran

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E, por isso, recebemos tanto de nossos ancestrais, pois o que eles nos passaram são deles próprios e não de suas posses. Hoje, quero trazer um pouco da minha história com a constelação familiar. Conheci essa terapia por meio de um amigo muito querido, por volta de 2006/7. Estava terminando o último curso (Aprofundamento) na EFMA com Márcio Miranda. Maravilhoso. E queria mais. Sou uma buscadora nata. Encantei-me pelo nome “constelação familiar” que reverberou em mim de maneira especial e, a partir daí, começamos, Murilo e eu, a buscar grupos, enveredando por esse caminho de descobertas. Naquela época, havia poucos consteladores em BH. O primeiro que conheci foi o Regis e, logo depois, a Solange Rolla, com quem aprendi muito e continuo aprendendo. Muita gratidão por tudo. Meu amigo iniciou o curso em Caldas Novas. Como, para mim, ainda, não era possível, continuei estudando e participando de grupos assiduamente. Era mágico. Os movimentos e insights foram acontecendo dentro de mim. Conver...

“Vossa alegria é vossa tristeza desmascarada.” Khalil Gibran

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Pois onde brotou a minha alegria é onde também dorme a minha tristeza. Não sei por onde começar. As palavras se atropelam e se embolam nos pensamentos e sentimentos, arranhando e sufocando internamente. O domingo já havia findado e o texto de hoje ainda não estava escrito. Passei o final de semana mergulhada em mim. Não está cabendo o que é meu e o que sou com tudo que busquei e rebusquei em minhas lembranças e entranhas. O corpo está pequeno para a alma em polvorosa.  Quanto mais se busca, mais se descobre. É incrível: o que somos e o que temos dentro de nós esperando ser cuidado. E neste tempo de Pandemia quanto mais nos dispusermos a entrar em contato com nossa alma, mais teremos oportunidade de nos conhecermos, acolhendo nosso corpo de emoção (criança interior) e com isso atingirmos o propósito do que estamos vivendo neste ano de 2020. Estou nesta busca e é também o que sugiro aos meus clientes nos atendimentos terapêuticos e constelações. Eu os instigo, pois é uma oportunidade...

“As fantasias da infância são as memórias transfiguradas pela saudade.” Rubem Alves

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Repito: “Lembre-se de mim de vez em quando”  E essas memórias após esse processo, passeiam e brincam aguçando meus sentidos e cada partícula das células. Retomando o texto para a fotografia do mês de outubro me resvalo em acontecimentos parafraseando emoções e sentimentos já experimentados num tempo distante mas que continua reverberando até os dias de hoje. Pois, como já disse anteriormente, o passado, presente e futuro se condensam nos revirando pelo avesso. E tudo isso me possibilita profundas ressignificações. Em setembro a foto foi do “final da rua da ponte”. É na parte baixa da cidade, onde corre o rio. Agora é a foto da igreja matriz de Santo Antônio, padroeiro da cidade de Mateus Leme, construída na praça central onde começa e nasce tudo e todas as coisas; onde surgem as vertentes e as ramificações. A igreja é linda: significativa em alegria e dor. A sua festa religiosa mais conhecida e bonita acontece em junho, em homenagem a Santo Antônio e São Sebastião com missas, proci...

“Uma voz falou, vindo de não sei onde, perto do meu coração” José Mauro de Vasconcelos E complementou: “Lembre-se de mim de vez em quando.” José Mauro de Vasconcelos E eu senti e pensei: Eu lembro de vez em sempre, tentando fazer o meu melhor!

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Acordei assim ...  Não cabendo dentro de mim... Como uma explosão e implosão ao mesmo tempo. Não era só alegria nem só tristeza. Um misto de tudo pincelado pelas memórias. Minha prima, com quem tenho coragem de pensar em voz alta, passou aqui e conversamos sobre isso, pois ela também estava nesse estado de presença. Foi bom trocar figurinhas.  Bem, nos acalmamos, pois já éramos duas. E ela ainda pediu as fotos dos nossos avós. Soltou algo dentro de mim. Em meu coração, passarinhos de todas as cores e sons piando e cantando, chegando a doer meu peito e, a alegria genuína do milagre que é a vida aqui, agora e no lugar de onde viemos.  E tudo isso acontecendo hoje, dia 02/11/2020*, finados, que, para mim, depois de muito tempo e sofrimento, celebro com serenidade e uma pitada de contentamento: o retorno para casa.  Não estou dizendo que a dor não acontece mas, ficou mais leve pois é a realidade ancorada em paz e aceitação. E ela não adoece, por mais que doa.  E cad...

“Nada é para sempre, dizemos, mas há momentos que parecem ficar suspensos, pairando sobre o fluir inexorável do tempo.” José Saramago

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E é bom que não seja; assim temos oportunidade de rememorar e saborear o que fez diferença. É isso. Eu não exauri tudo o que estava latente em mim. Preciso de mais espaço para acrescentar momentos e acolher emoções vividas com meus pais. Vamos lá. Aos domingos, depois da missa das 8, íamos todos ao cinema pela manhã (matiné). Assisti praticamente todos os filmes do Mazzaropi entre outros clássicos inesquecíveis. Conheci todos os cinemas da época. À tarde, passeio no parque Municipal. Esse programa era sempre com a mamãe a nos observar em todos os brinquedos. As fotos com profissionais que tinham aquelas máquinas que precisavam cobrir a cabeça: fazendo pose, caras e bocas; mágico. Tomei gosto por fotografia. Havia os fins de semana em Mateus Leme, na casa dos avós e tios onde encontrávamos os primos. Pura festa. Papai gostava de música; colecionava discos, especialmente mexicanos e orquestrados como do Billy Vaughn. Me chamava para escutar. Inúmeras vezes o vi emocionar-se. E ia me ensi...

“O mundo é mágico. As pessoas não morrem, ficam encantadas!” Guimarães Rosa

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Realmente ficam encantadas, especialmente as que deixaram cheiro, gosto, som e cor preenchendo um espaço além da conta e além do tempo. E meu vô Domingos deixou tudo isso em mim há 50 anos atrás, em seu momento de encantamento e continua me impregnando a alma e a mente. Para o meu coração adolescente foi um acontecimento delicado, tendo medo e dor. Medo pelo meu pai e dor pelo vislumbrar da perda. Mas a atitude do papai diante do inevitável me surpreendeu mais uma vez pela aceitação e gratidão pelo vivido e recebido. A relação deles era tão bonita que me fascina até hoje. Havia cumplicidade, obediência sem poder, e respeito permeados de leveza. Era prazeroso de olhar e escutar os diálogos entre eles.   Mas agora quero voltar bem antes quando eu era bem pequena. Morávamos na casa rosa de dois andares. Quando o vovô chegava, normalmente sozinho, sempre vestido de terno, com a cabeça raspada e chapéu que sombreava seus olhos azuis enormes e que papai herdou. Ao entrar, a presença dele...

“A melhor coisa que podemos fazer por aqueles que amamos é sermos melhores como seres humanos, porque só assim teremos realmente algo a dar a eles.” Platão

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E esta frase de Platão novamente me remete aos meus pais. É essencial mencioná-los em cada etapa e detalhe. É o mínimo que posso fazer para tentar retribuir tudo que recebi. E como o amor transformou o meu destino como um milagre, venho tentando ser e fazer o meu melhor, honrando e agradecendo todos os dias de minha vida. Pelas noites sem dormir, pelas preocupações e processos vividos desde o nascimento, pelos choros engolidos e lágrimas estancadas. Impossível não mensurar tudo que senti ao tocar sensações e sentimentos experimentados ao longo da nossa efêmera convivência. Foi amoroso e visceral; intenso e dual; leve e profundo. Os diálogos e conversas passeavam em todos os tons e cores. Somos a tríade do fogo: Áries, Leão e Sagitário. Papai era intenso e presença; mamãe leve, doce, mas firme. Eram cúmplices e sustentavam o que diziam. Vocês conseguem imaginar o que isso representa?! Imbatíveis, não se rendiam. Trago lembranças memoráveis da minha tenra infância: brincadeiras, pirraças...

“Calma na alma, que a vida se encarrega de explicar as coisas que hoje não tem sentido” Sônia S Sevilha

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“Eu pensei que 2020 seria o ano de conquistar tudo o que eu planejei, mas 2020 foi o ano que aprendi a valorizar tudo o que já tenho.” Autor desconhecido Assim, a alma vai-se acalmando, trazendo aceitação e gratidão ao que venho experimentando desde o início desta Pandemia. E, vivendo um dia de cada vez, as coisas vão se explicando e se assentando.  Ainda estou recebendo os ventos e brisas da semana da criança em meu corpo e coração, sendo tomada por emoções e sensações que se misturam, acordando sentimentos adormecidos ou em repouso neste vasto universo que me habita e que sou. Talvez, aconteça com vocês também. Essa data me remete a lugares e momentos inesquecíveis e que só foram possíveis pelos pais que tenho, apesar deles já terem feito a passagem há muito tempo. Eles foram e são o melhor presente e a maior de todas as bênçãos que recebi. Sem eles, eu não teria conseguido ser quem sou e nem chegado aonde cheguei, pelo amor, cuidado e educação que recebi. Tenho uma amiga que diz...

“A criança é o amor feito visível” Friedrich Goethe

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E o amor feito visível nos faz vislumbrar lindezas no cotidiano com a curiosidade e criatividade da nossa criança interior. E conforme escrevi no último Post, por ter dado asas à minha criança e colocado meu ego para descansar na cama de flores; me esqueci do texto de hoje.  Assim busquei uma de minhas poesias bem antigas, que traz todas as delicadezas das quais estamos em falta nesta Pandemia.  Felicidade Para ser feliz é preciso quase nada: apenas a harmonia do eu interior com a humanidade, natureza e espaço. O acorde do real a deslizar na fantasia, em compasso com nossos passos, no túnel do tempo. O ímpeto de soltar bolinhas de sabão rumo ao infinito, estourar balão em festa de aniversário, e tomar sorvete na beira da calçada. O deixar-se levar pela carícia da brisa e o leve torpor do amanhecer ao se espreguiçar para um novo dia. O despertar na segurança de um abraço, os olhos a levitar em paragens do agora e a boca a matar a sede, no orvalho do corpo em repouso. A consciên...

“Todos têm uma criança alegre dentro de si, mas poucos a deixam viver.” Augusto Cury

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“Não é que você seja diferente, mas é que ninguém consegue ser igual a você.” Somos únicos e precisamos ter coragem para escutar essa criança e deixá-la se manifestar diante do cotidiano, por todos os dias de nossas vidas. É nossa essência, nosso corpo de emoção que carrega todas as memórias e lembranças, mesmo não se lembrando, está lá. O corpo é a expressão materializada da alma. E é para essa criança que a minha escreve hoje. Vamos fazer uma viagem. Na inocência e criatividade construí no imaginário uma pequena cama enfeitada de flores de todos os cheiros e cores com folhinhas de alecrim, como orvalho do mar. Depois de tudo arranjado convidei com gentileza meu ego: a minha parte que pensa, para descansar neste lugar que idealizei especialmente para ele enquanto eu pudesse me expressar sem um crítico ou juiz apontando o dedo em riste ou me dirigindo um olhar reprovador. Usei todos os recursos nessa meditação. Assim, enquanto a mente descansava, me deliciei, me esbaldei, mas também fi...

“Tudo o que muda a vida vem quieto no escuro, sem preparos de avisar” Guimarães Rosa

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E, diante de tantas surpresas, vamos nos encaixando nas intempéries do cotidiano. Imergindo e emergindo a cada acontecimento regado a susto, dor ou impotência diante dos fatos e sistema aos quais estamos submetidos. Tempo em que estamos nos revelando, sendo escancarados e invadidos pelo “poder” que se instituiu “cuidador” da sociedade, deixando de olhar para o essencial: as relações; sem ter a real percepção do impacto que isto pode causar na humanidade. Estamos ficando transparentes. É tempo de A COR DAR. Nada ficará encoberto. Todas as máscaras estão escorregando na surpresa ou caindo no absurdo.  Como já disse anteriormente, sob a regência do Maestro do Universo que, na Sua peculiar delicadeza, não deixa passar nada, pois tudo que acontece Ele dá um jeitinho de transformar em mais uma oportunidade para o novo que se insinua. Cada um, a seu tempo, pode experimentar um outro jeito de caminhar, pois não temos mais a opção do “depois”. É aqui e agora. E, assim, passado, presente e f...

“Deus nos dá pessoas e coisas, para aprendermos a alegria... Depois, retoma coisas e pessoas para ver se já somos capazes da alegria sozinhos... Essa... a alegria que Ele quer” Guimarães Rosa

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E é essa alegria que colore e movimenta meu caminhar... Não pensem que acabou a “viagem”. Chegamos ao nosso destino: “a roça”: lugar encantado e mágico. Tia Carmelita vem nos receber vestida de florzinhas, olhar doce e sorriso  inesquecível que até hoje acalenta minha alma. Ao pé do fogão de lenha: café, leite tirado do peito da vaca, rosca, cubu, biscoito amarelo e de polvilho. Naquela época, lá não havia luz elétrica, água encanada e nem chuveiro.  Tomávamos banho em bacia de alumínio. Fazíamos fila. Não consigo lembrar ou imaginar um lugar melhor e mais bonito. O riso corria e escorria solto nos olhos e da boca. Desbravávamos lugares e brincávamos por todo canto. Pegávamos as frutas no pé, fresquinhas e deliciosas. A água vinha da fonte e descia pela bica até chegar num tanque. Eu adorava ir onde ela começava para molhar os pés imundos de terra, sujar a água e ouvir a titia gritar: “Quem está sujando a água? Desce daí... Ela sabia quem era.  Xingava e ria ao mesmo temp...

“Felicidade se acha é em horinhas de descuido” Guimarães Rosa

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E é no descuido que fazemos grandes descobertas, onde o olhar curioso da criança se aprimora e o riso cristalino rola solto na face.  Neste estado de consciência volto no tempo, à minha terra e infância e à Rua Wenceslau Braz onde nasci.  Esta foto de fundo do mês de setembro é a rua da ponte, o “fim que não acabou”. Pois se observarem, ao lado da última casa, o caminho vai se estreitando.  E nesse afunilamento começo uma outra viagem inesquecível. É uma estradinha de terra desnivelada, margeada por vegetação de todos os tipos e cores, com alguns formigueiros e caixas de marimbondos que nos proporcionavam mais adrenalina. Esta estrada nos levava para a “roça”, a casa dos meus tios Nonô e Carmelita, dois presentes inesquecíveis em minha vida e que; já voltaram pra “casa”, para as estrelas. Lá, passávamos férias e alguns finais de semana, dando folga para a vovó Neném. Só a “viagem” à pé já valia a pena. Íamos brincando e pulando, bebíamos água nas fontes e riachos, passáva...

“Sigo à risca. Me descuido e vou. Quebro a cara. Quebro o coração, Tropeço em mim. Me atolo nos cinco sentidos.” Guimarães Rosa

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Estamos aqui para nos assentarmos, trazer à superfície quem somos. Acordar a nossa alma. E somos o que ainda não conseguimos mudar em nós. (Adoro o “ainda”, pois tem jeito... possibilidade ... E isso é maravilhoso. Sempre temos chance no aqui e agora, até que a morte chegue. Então, retomemos o fio da meada, o caminho, o prumo, sacudindo e levitando na poeira, no vento, nos pensamentos e sentimentos que a cada passo ou tropeço se embolam para se ajeitar ou se ajeitam para se embolar no peito e na mente.  Nos desdobramos em questionamentos e justificativas desde o início desta pandemia. Cada um do seu jeito experimenta situações e surpresas inusitadas: suaves ou assustadoras. Às vezes eriçamos ao menor descontentamento. Nos reviramos.  Mas tudo faz parte. Fiquemos mais disponíveis. Vamos acessar e acordar o OBSERVADOR em nós.  Como disse Guimarães Rosa: “me descuido e vou”. É preciso seguir. Muitas vezes, é no descuido e entrega que conseguimos nos movimentar. Se paramos: p...

“Onde não puderes amar, não te demores” Frida Kahlo

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“Tudo que desvia do nosso olhar se afasta da nossa alma” E assim seguimos na ciranda da vida, ouvindo a música do cosmos, passeando ora sob o brilho das estrelas e a vigília da lua, ora sob os raios do sol, catando suspiros e pétalas da eterna margarida, para o outro lado da vida. Elos Hoje, independente de tudo e de todos, no meu aqui e agora, você inebria me coração com lembranças que jamais se extinguirão. Você passeia pelos caminhos da solidão de sua presença, arraigando, ainda mais, as raízes de um amor cultivado a cada instante desta existência e, que, desde então, habita também, a estrela mais brilhante. Você faz da lágrima, uma nascente de riso; do pranto, a calmaria para o meu repouso; e da distância de corpos, o impulso para  cada novo amanhecer, até que chegue a noite da viagem às estrelas. Expresso assim as nuances e sutilezas das "acontecências" nestes períodos de horas em que a vida é um emaranhado de sopro e suspiro. Lembrando que: “tudo vale a pena quando a al...

Onde coloco a minha atenção, expande. Cláudia Boatti

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Quem não soube a sombra, não sabe a luz Vem, não perde o amor de quem te conduz  Repito a última introdução e faço um parênteses, pois ela me revirou. E ainda um sentimento único diante do alvoroço acontecido, em que alguns acreditaram que meu irmão tinha feito a passagem naqueles dias. Fui para cadeirinha de pensar... O que faltou ou sobrou? Eu não me expressei com clareza? Ou foi uma viagem? Eu sinto muito pela confusão. Me alertou para que eu fique ainda mais atenta ao que escrevo. Assumi um compromisso. Falo de mim, das minhas vivências; mas é preciso cautela pois, passar a minha realidade é o meu propósito. Agradeço os retornos. Gosto muito; abrem novos temas e aquecem minha alma. Grata. Retomo o hoje com uma reflexão. Onde coloco a minha atenção, expande a luz... Ao longo desses 6 meses de pandemia, revejo emoções e comportamentos que passeiam em meu corpo e alma acordando possibilidades e apaziguando resultados. É mister admitir que a única maneira de fazer contato com o que...

“Quem não soube a sombra, não sabe a luz Vem, não perde o amor de quem te conduz” Taiguara

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Tento não ser a repetição do que já vivi “pratásmente”, e sim a melhor versão de mim mesma “prafentemente” ... (*) Mas ter irmãos mais novos é ter, para sempre, a sua infância, adolescência e adultez lembrada em outros corações e, também, em outras mentes; às vezes, com amor, outras, com dor ou rancor. Emaranhei-me embrulhei-me nas frases acima; com emoções, sentimentos, lembranças do já vivido e não esquecido, do que doeu ou deixou saudade; do que não volta mais. E, especialmente do que cresceu, criou raízes ou cristalizou e não será como antes. São flashes em nuances de todas as cores, brincadeiras, conversas, risos e lágrimas, gritos e silêncios que permeiam todos esses anos de convivência, ora na cumplicidade, ora nas divergências. Eu sou a primeira, a primogênita; somos, hoje, oito vivos. O do meio,   foi-se, deixando uma lacuna, ou melhor, um ponto final; pois foi rasgado algo em mim que não consegui costurar, nem remendar. À primogênita é sugerido o exemplo, ensino, aju...

O nosso conviver foi um rápido olhar diante da eternidade. Sem palavras...

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Amado e inesquecível irmão, sem palavras para expressar o que foi viver e conviver com você durante 28 anos. Muito grata. Essência Muito tempo se passou, Angústias se dispersaram Ungindo meu coração Recostado em você, Impulsionando-me à vida Calcando novos alicerces, Impostos por nós mesmos em Outros tempos e eras. Agora a saudade flui Levando-me alhures desconhecido. Vejo rostos indecifráveis, Esmoreço em apatia e Soçobro nos acordes da música. Mergulho fundo, tentando Organizar o meu quebra-cabeça; Rascunho flashes de acontecimentos Ensimesmada no palpável e Indelével mistério do espaço, Rasgando o tempo e as entranhas, Aquiescendo nostalgicamente o que é nato. Deixo que os risos fluam Antes que diluam no opaco, pois assim o é. Sinto um rebento de torrentes, Inundando todo meu ser e, tento Livrar-me do pranto descabido, Varrendo de meu âmago sua ausência que, Agora é momentânea perto da realidade do amanhã. Até o próximo Post... #dependencia   #dependenciaquimica  ...

“Eu não posso criar outra alma, mas posso acordar a alma que está dormindo” Korczak

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  Eu sou criança... sou translúcida... Sou diáfana... trago tudo comigo e em mim. Carrego sonhos, medos, risos e lágrimas manifestados e engolidos. Guardo os segredos e as dúvidas pois, muitas vezes, não sei o que fazer com eles. Expresso a alegria, a tristeza, os desejos mais contidos com a ingenuidade peculiar da inocência. A dor física e emocional muitas vezes se manifesta sem a percepção de causa e consequência. Esperneio, grito e choro quando sinto-a de um jeito que ainda desconheço.  Sou ingênua, leve, livre e solta nestas paisagens da vida. Me escancaro, e me escondo, de todas as formas. E, após um tempo de horas em conflito, me recolho e abafo em mim, o que não processei. E isso vai doer e pode voltar, mais cedo ou mais tarde como algo, às vezes, desconhecido. Então, é melhor não deixar pra lá, não adiar. E assim tudo vai se desdobrando para cura. Korczak, judeu, médico pediatra abandonou a carreira para cuidar de crianças carentes.  Criou o orfanato “Lar das Cria...

“Por que as lágrimas e o mar são salgados?” Pergunta de uma criança

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Quando eu voltar a ser criança... Acabei de ouvir essas frases em uma Live de Kátia Fernandes e Severino Antônio sobre a educação infantil. Já às conhecia, mas hoje soou e ressoou de um jeito diferente em mim. Desde o último Post estou com o coração alvoroçado por tudo que senti durante aquela escrita. Talvez ela, a criança que me habita, tenha sido encorajada pela delicadeza das emoções que pulsavam em mim; então, a oportunidade aconteceu. E é ela quem se manifesta agora, misturando o sonho ao passado; acessando memórias e fazendo perguntas com toda curiosidade que lhe é peculiar. Este espaço agora é dela. É uma viagem. Tomo-a pela mão, retornando à inocência da infância, passeando o olhar e a atenção ao que se descortina dentro e diante de mim: o que ficou perdido, esquecido ou paralisado ao longo do caminho.  Me entrego às sensações, sem pressa, me permitindo reexperimentar o que foi, tomando consciência de que tudo já passou e que, o melhor aconteceu, nós duas demos conta. E ac...

“Quando nada acontece há um milagre que não estamos vendo” Guimarães Rosa

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E experimentando toda sorte de emoção e sensação, tentando expressar o que sinto, percebo em mim, nas trocas e retornos acontecidos pelo whatsApp e atendimentos online, o quão rico cada um de nós é. Assim, aquietando a alma para o momento de criação, me relaxo diante de letras que dançam e brincam à frente dos meus olhos formando palavras, ora inusitadas, ora desconexas que, tentando me ludibriar, escorregam pela minha face, procurando um lugar no meu corpo onde poderão se aquietar e aconchegar em silêncio e cumplicidade com o que é nato, na esperança de um tempo de entrega e descanso onde tudo se ajeita no seu devido lugar, sem pressa ou alvoroço, sem precisar explicar ou justificar o que está acontecendo. Me acalmo, pois sei que existe um tempo de maturação em tudo que acontece em mim... no outro... E tudo isso em ressonância com o Universo que nos devolve o que nos é devido por conquista ou aprendizado ora, em conta gotas, ora no susto nos acordando para uma nova oportunidade ou mai...