“Quem não soube a sombra, não sabe a luz Vem, não perde o amor de quem te conduz” Taiguara
Tento não ser a repetição do que já vivi “pratásmente”, e sim a melhor versão de mim mesma “prafentemente” ... (*)
Mas ter irmãos mais novos é ter, para sempre, a sua infância, adolescência e adultez lembrada em outros corações e, também, em outras mentes; às vezes, com amor, outras, com dor ou rancor.
Emaranhei-me embrulhei-me nas frases acima; com emoções, sentimentos, lembranças do já vivido e não esquecido, do que doeu ou deixou saudade; do que não volta mais. E, especialmente do que cresceu, criou raízes ou cristalizou e não será como antes.
São flashes em nuances de todas as cores, brincadeiras, conversas, risos e lágrimas, gritos e silêncios que permeiam todos esses anos de convivência, ora na cumplicidade, ora nas divergências.
Eu sou a primeira, a primogênita; somos, hoje, oito vivos. O do meio, foi-se, deixando uma lacuna, ou melhor, um ponto final; pois foi rasgado algo em mim que não consegui costurar, nem remendar.
À primogênita é sugerido o exemplo, ensino, ajuda, cuidado... É participar de tudo com cada um que vai chegando. Criando um vínculo sem medida, um amor e uma dor que não se explica e, muitas vezes, não apazigua. É uma riqueza, um privilégio. A irmandade é caminhar em vales e planícies sendo impossível agradar a todos. Cada um é único. Lembrando que a carne vem da carne, mas o espírito não vem do espírito, vem do Maior.
Ter irmãos é o maior e melhor de todos os laboratórios; é passear nos extremos, é onde fazemos os primeiros amigos. É visceral.
(*) Vocabulário de Odorico Paraguaçu da novela Saramandaia
Até o próximo Post...
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