“O que não me mata, me torna mais forte” Nietzsche
Sim, e é curativo e transformador.
No post anterior onde homenageei minha avó materna, à princípio tinha colocado esta frase de Nietzsche que traduz a realidade nua e crua. Mas depois senti que não havia ressonância com a maneira como eu queria expressar o que vivi com minha avó. E optei pela leveza de Guimarães Rosa. Trouxe-a novamente por traduzir claramente o que estamos vivendo neste momento único. Pois ela nos revira, e nos instiga a fazer movimentos diferentes para adequação à nova realidade. É um paradoxo. E agora está aqui, diante de mim, na tela do computador. Divido com vocês as experiências e acredito que não seja diferente, pois os fatos são coletivos, mas as consequências são individuais. E enquanto meus olhos passeiam por ela, minha alma viaja no tempo e no espaço se resvalando nas intempéries dos acontecimentos, experimentando e revendo sensações, cheiros, sabores, sons e falas do que já foi mas ainda continua latente. É como se em alguma parte do meu corpo ainda houvesse algo que esperneia, chora, ou grita, e ainda não encontrou o entendimento, o fluxo ou a morada. Para isso é preciso aquietar-se, dar espaço ao que está contido; aconchego ao que está perdido e colo ao que está sofrido: a criança interior.
Não é mágica, é preciso se disponibilizar para identificar, olhar, aceitar, acolher e por fim, assentir onde tudo repousa e acalma em nós, onde tudo é como é.
E isto acontece em todos nós, variando em intensidade e frequência. É parte do aprendizado e transformação.
E assim, a vida vai nos burilando como a um diamante bruto.
Até o próximo Post...
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