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Mostrando postagens de setembro, 2020

“Sigo à risca. Me descuido e vou. Quebro a cara. Quebro o coração, Tropeço em mim. Me atolo nos cinco sentidos.” Guimarães Rosa

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Estamos aqui para nos assentarmos, trazer à superfície quem somos. Acordar a nossa alma. E somos o que ainda não conseguimos mudar em nós. (Adoro o “ainda”, pois tem jeito... possibilidade ... E isso é maravilhoso. Sempre temos chance no aqui e agora, até que a morte chegue. Então, retomemos o fio da meada, o caminho, o prumo, sacudindo e levitando na poeira, no vento, nos pensamentos e sentimentos que a cada passo ou tropeço se embolam para se ajeitar ou se ajeitam para se embolar no peito e na mente.  Nos desdobramos em questionamentos e justificativas desde o início desta pandemia. Cada um do seu jeito experimenta situações e surpresas inusitadas: suaves ou assustadoras. Às vezes eriçamos ao menor descontentamento. Nos reviramos.  Mas tudo faz parte. Fiquemos mais disponíveis. Vamos acessar e acordar o OBSERVADOR em nós.  Como disse Guimarães Rosa: “me descuido e vou”. É preciso seguir. Muitas vezes, é no descuido e entrega que conseguimos nos movimentar. Se paramos: p...

“Onde não puderes amar, não te demores” Frida Kahlo

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“Tudo que desvia do nosso olhar se afasta da nossa alma” E assim seguimos na ciranda da vida, ouvindo a música do cosmos, passeando ora sob o brilho das estrelas e a vigília da lua, ora sob os raios do sol, catando suspiros e pétalas da eterna margarida, para o outro lado da vida. Elos Hoje, independente de tudo e de todos, no meu aqui e agora, você inebria me coração com lembranças que jamais se extinguirão. Você passeia pelos caminhos da solidão de sua presença, arraigando, ainda mais, as raízes de um amor cultivado a cada instante desta existência e, que, desde então, habita também, a estrela mais brilhante. Você faz da lágrima, uma nascente de riso; do pranto, a calmaria para o meu repouso; e da distância de corpos, o impulso para  cada novo amanhecer, até que chegue a noite da viagem às estrelas. Expresso assim as nuances e sutilezas das "acontecências" nestes períodos de horas em que a vida é um emaranhado de sopro e suspiro. Lembrando que: “tudo vale a pena quando a al...

Onde coloco a minha atenção, expande. Cláudia Boatti

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Quem não soube a sombra, não sabe a luz Vem, não perde o amor de quem te conduz  Repito a última introdução e faço um parênteses, pois ela me revirou. E ainda um sentimento único diante do alvoroço acontecido, em que alguns acreditaram que meu irmão tinha feito a passagem naqueles dias. Fui para cadeirinha de pensar... O que faltou ou sobrou? Eu não me expressei com clareza? Ou foi uma viagem? Eu sinto muito pela confusão. Me alertou para que eu fique ainda mais atenta ao que escrevo. Assumi um compromisso. Falo de mim, das minhas vivências; mas é preciso cautela pois, passar a minha realidade é o meu propósito. Agradeço os retornos. Gosto muito; abrem novos temas e aquecem minha alma. Grata. Retomo o hoje com uma reflexão. Onde coloco a minha atenção, expande a luz... Ao longo desses 6 meses de pandemia, revejo emoções e comportamentos que passeiam em meu corpo e alma acordando possibilidades e apaziguando resultados. É mister admitir que a única maneira de fazer contato com o que...

“Quem não soube a sombra, não sabe a luz Vem, não perde o amor de quem te conduz” Taiguara

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Tento não ser a repetição do que já vivi “pratásmente”, e sim a melhor versão de mim mesma “prafentemente” ... (*) Mas ter irmãos mais novos é ter, para sempre, a sua infância, adolescência e adultez lembrada em outros corações e, também, em outras mentes; às vezes, com amor, outras, com dor ou rancor. Emaranhei-me embrulhei-me nas frases acima; com emoções, sentimentos, lembranças do já vivido e não esquecido, do que doeu ou deixou saudade; do que não volta mais. E, especialmente do que cresceu, criou raízes ou cristalizou e não será como antes. São flashes em nuances de todas as cores, brincadeiras, conversas, risos e lágrimas, gritos e silêncios que permeiam todos esses anos de convivência, ora na cumplicidade, ora nas divergências. Eu sou a primeira, a primogênita; somos, hoje, oito vivos. O do meio,   foi-se, deixando uma lacuna, ou melhor, um ponto final; pois foi rasgado algo em mim que não consegui costurar, nem remendar. À primogênita é sugerido o exemplo, ensino, aju...

O nosso conviver foi um rápido olhar diante da eternidade. Sem palavras...

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Amado e inesquecível irmão, sem palavras para expressar o que foi viver e conviver com você durante 28 anos. Muito grata. Essência Muito tempo se passou, Angústias se dispersaram Ungindo meu coração Recostado em você, Impulsionando-me à vida Calcando novos alicerces, Impostos por nós mesmos em Outros tempos e eras. Agora a saudade flui Levando-me alhures desconhecido. Vejo rostos indecifráveis, Esmoreço em apatia e Soçobro nos acordes da música. Mergulho fundo, tentando Organizar o meu quebra-cabeça; Rascunho flashes de acontecimentos Ensimesmada no palpável e Indelével mistério do espaço, Rasgando o tempo e as entranhas, Aquiescendo nostalgicamente o que é nato. Deixo que os risos fluam Antes que diluam no opaco, pois assim o é. Sinto um rebento de torrentes, Inundando todo meu ser e, tento Livrar-me do pranto descabido, Varrendo de meu âmago sua ausência que, Agora é momentânea perto da realidade do amanhã. Até o próximo Post... #dependencia   #dependenciaquimica  ...

“Eu não posso criar outra alma, mas posso acordar a alma que está dormindo” Korczak

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  Eu sou criança... sou translúcida... Sou diáfana... trago tudo comigo e em mim. Carrego sonhos, medos, risos e lágrimas manifestados e engolidos. Guardo os segredos e as dúvidas pois, muitas vezes, não sei o que fazer com eles. Expresso a alegria, a tristeza, os desejos mais contidos com a ingenuidade peculiar da inocência. A dor física e emocional muitas vezes se manifesta sem a percepção de causa e consequência. Esperneio, grito e choro quando sinto-a de um jeito que ainda desconheço.  Sou ingênua, leve, livre e solta nestas paisagens da vida. Me escancaro, e me escondo, de todas as formas. E, após um tempo de horas em conflito, me recolho e abafo em mim, o que não processei. E isso vai doer e pode voltar, mais cedo ou mais tarde como algo, às vezes, desconhecido. Então, é melhor não deixar pra lá, não adiar. E assim tudo vai se desdobrando para cura. Korczak, judeu, médico pediatra abandonou a carreira para cuidar de crianças carentes.  Criou o orfanato “Lar das Cria...

“Por que as lágrimas e o mar são salgados?” Pergunta de uma criança

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Quando eu voltar a ser criança... Acabei de ouvir essas frases em uma Live de Kátia Fernandes e Severino Antônio sobre a educação infantil. Já às conhecia, mas hoje soou e ressoou de um jeito diferente em mim. Desde o último Post estou com o coração alvoroçado por tudo que senti durante aquela escrita. Talvez ela, a criança que me habita, tenha sido encorajada pela delicadeza das emoções que pulsavam em mim; então, a oportunidade aconteceu. E é ela quem se manifesta agora, misturando o sonho ao passado; acessando memórias e fazendo perguntas com toda curiosidade que lhe é peculiar. Este espaço agora é dela. É uma viagem. Tomo-a pela mão, retornando à inocência da infância, passeando o olhar e a atenção ao que se descortina dentro e diante de mim: o que ficou perdido, esquecido ou paralisado ao longo do caminho.  Me entrego às sensações, sem pressa, me permitindo reexperimentar o que foi, tomando consciência de que tudo já passou e que, o melhor aconteceu, nós duas demos conta. E ac...

“Quando nada acontece há um milagre que não estamos vendo” Guimarães Rosa

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E experimentando toda sorte de emoção e sensação, tentando expressar o que sinto, percebo em mim, nas trocas e retornos acontecidos pelo whatsApp e atendimentos online, o quão rico cada um de nós é. Assim, aquietando a alma para o momento de criação, me relaxo diante de letras que dançam e brincam à frente dos meus olhos formando palavras, ora inusitadas, ora desconexas que, tentando me ludibriar, escorregam pela minha face, procurando um lugar no meu corpo onde poderão se aquietar e aconchegar em silêncio e cumplicidade com o que é nato, na esperança de um tempo de entrega e descanso onde tudo se ajeita no seu devido lugar, sem pressa ou alvoroço, sem precisar explicar ou justificar o que está acontecendo. Me acalmo, pois sei que existe um tempo de maturação em tudo que acontece em mim... no outro... E tudo isso em ressonância com o Universo que nos devolve o que nos é devido por conquista ou aprendizado ora, em conta gotas, ora no susto nos acordando para uma nova oportunidade ou mai...

“O que não me mata, me torna mais forte” Nietzsche

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Sim, e é curativo e transformador. No post anterior onde homenageei minha avó materna, à princípio tinha colocado esta frase de Nietzsche que traduz a realidade nua e crua. Mas depois senti que não havia ressonância com a maneira como eu queria expressar o que vivi com minha avó. E optei pela leveza de Guimarães Rosa. Trouxe-a novamente por traduzir claramente o que estamos vivendo neste momento único. Pois ela nos revira, e nos instiga a fazer movimentos diferentes para adequação à nova realidade. É um paradoxo. E agora está aqui, diante de mim, na tela do computador. Divido com vocês as experiências e acredito que não seja diferente, pois os fatos são coletivos, mas as consequências são individuais. E enquanto meus olhos passeiam por ela, minha alma viaja no tempo e no espaço se resvalando nas intempéries dos acontecimentos, experimentando e revendo sensações, cheiros, sabores, sons e falas do que já foi mas ainda continua latente. É como se em alguma parte do meu corpo ainda houvess...