“Nada é para sempre, dizemos, mas há momentos que parecem ficar suspensos, pairando sobre o fluir inexorável do tempo.” José Saramago
E é bom que não seja; assim temos oportunidade de rememorar e saborear o que fez diferença. É isso. Eu não exauri tudo o que estava latente em mim. Preciso de mais espaço para acrescentar momentos e acolher emoções vividas com meus pais. Vamos lá. Aos domingos, depois da missa das 8, íamos todos ao cinema pela manhã (matiné). Assisti praticamente todos os filmes do Mazzaropi entre outros clássicos inesquecíveis. Conheci todos os cinemas da época. À tarde, passeio no parque Municipal. Esse programa era sempre com a mamãe a nos observar em todos os brinquedos. As fotos com profissionais que tinham aquelas máquinas que precisavam cobrir a cabeça: fazendo pose, caras e bocas; mágico. Tomei gosto por fotografia. Havia os fins de semana em Mateus Leme, na casa dos avós e tios onde encontrávamos os primos. Pura festa. Papai gostava de música; colecionava discos, especialmente mexicanos e orquestrados como do Billy Vaughn. Me chamava para escutar. Inúmeras vezes o vi emocionar-se. E ia me ensi...