“A criança é o amor feito visível” Friedrich Goethe
E o amor feito visível nos faz vislumbrar lindezas no cotidiano com a curiosidade e criatividade da nossa criança interior.
E conforme escrevi no último Post, por ter dado asas à minha criança e colocado meu ego para descansar na cama de flores; me esqueci do texto de hoje.
Assim busquei uma de minhas poesias bem antigas, que traz todas as delicadezas das quais estamos em falta nesta Pandemia.
Felicidade
Para ser feliz
é preciso quase nada:
apenas a harmonia do eu interior
com a humanidade, natureza e espaço.
O acorde do real
a deslizar na fantasia,
em compasso com nossos passos,
no túnel do tempo.
O ímpeto de soltar
bolinhas de sabão rumo ao infinito,
estourar balão em festa de aniversário,
e tomar sorvete na beira da calçada.
O deixar-se levar
pela carícia da brisa
e o leve torpor do amanhecer
ao se espreguiçar para um novo dia.
O despertar na segurança de um abraço,
os olhos a levitar em paragens do agora
e a boca a matar a sede,
no orvalho do corpo em repouso.
A consciência de que
direitos e desejos
são inerentes a cada um de nós
e, fazer valê-los é um dever.
Até o próximo Post...
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