“Por que as lágrimas e o mar são salgados?” Pergunta de uma criança
Quando eu voltar a ser criança...
Acabei de ouvir essas frases em uma Live de Kátia Fernandes e Severino Antônio sobre a educação infantil. Já às conhecia, mas hoje soou e ressoou de um jeito diferente em mim. Desde o último Post estou com o coração alvoroçado por tudo que senti durante aquela escrita. Talvez ela, a criança que me habita, tenha sido encorajada pela delicadeza das emoções que pulsavam em mim; então, a oportunidade aconteceu. E é ela quem se manifesta agora, misturando o sonho ao passado; acessando memórias e fazendo perguntas com toda curiosidade que lhe é peculiar. Este espaço agora é dela. É uma viagem. Tomo-a pela mão, retornando à inocência da infância, passeando o olhar e a atenção ao que se descortina dentro e diante de mim: o que ficou perdido, esquecido ou paralisado ao longo do caminho. Me entrego às sensações, sem pressa, me permitindo reexperimentar o que foi, tomando consciência de que tudo já passou e que, o melhor aconteceu, nós duas demos conta. E acessar essas reminiscências é um presente possibilitando cura interior.
Deixo esta sugestão para vocês: se permitam essa experiência. É um presente único.
Ah! E para minha criança, as lágrimas e o mar são salgados, porque não é possível conte-los: nem as lágrimas nem o mar.
Até o próximo Post...
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