“Vossa dor é o rompimento do invólucro que encerra vossa compreensão.” Khalil Gibran

 





E foi assim que me senti ao me deparar com a dor do abandono desse gatinho. Eu não sei explicar o que aconteceu dentro de mim, pois sem ainda conhecê-lo, a dor já era visceral.

E assim foi...

No último dia 5, uma cliente me enviou a foto desse gatinho que estava faminto e ferido; um cone apertado, sujo e abandonado na rua. Ela prestou os primeiros cuidados. Começou a maratona. Divulgamos nas redes sociais e nada. Já éramos três e depois quatro a se movimentar em prol deste felino. Não conseguimos nenhum lugar para ele ficar. No abrigo “Gatinhos da Albita”, onde adotei a Ariana, está lotado. E nenhuma das três poderia abrigá-lo. Mas ele ficou por quatro dias na casa de uma delas, que faz um trabalho maravilhoso junto aos animais abandonados. E, na quarta feira, sem outra alternativa, eu o trouxe para minha casa, sem saber como faria, pois não poderia ter contato com outros gatos sem antes fazer exames e ficar em quarentena. Como recusar? Ele já chegou sendo chamado pelo nome que eu dei: Linnus. Não sei se vocês se lembram do melhor amigo do Charlie Brown, dono do Snoopy. Ele tinha um cobertor azul e chupava dedo. É o Linnus.

Ele adora um colo, é dócil, amoroso, mas muito desconfiado. Os ferimentos estão secando. Continua isolado dos outros 3. Ariana é a que está menos incomodada. Mas os dois frajolas estão muito enciumados.

Não estava pensando em adoção por agora, mas quem manda é o coração. Linnus é muito especial. Nada é por acaso. Mais um que veio para me ensinar.

Lar é onde meus gatos estão, onde reina a alegria. 😻

“Gatos amam mais as pessoas do que elas permitiriam. Mas eles têm sabedoria suficiente para manter isso em segredo.” Mary Wilkins

Até o próximo post...

#reflexão

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