E esta frase de Platão novamente me remete aos meus pais. É essencial mencioná-los em cada etapa e detalhe. É o mínimo que posso fazer para tentar retribuir tudo que recebi. E como o amor transformou o meu destino como um milagre, venho tentando ser e fazer o meu melhor, honrando e agradecendo todos os dias de minha vida. Pelas noites sem dormir, pelas preocupações e processos vividos desde o nascimento, pelos choros engolidos e lágrimas estancadas. Impossível não mensurar tudo que senti ao tocar sensações e sentimentos experimentados ao longo da nossa efêmera convivência. Foi amoroso e visceral; intenso e dual; leve e profundo. Os diálogos e conversas passeavam em todos os tons e cores. Somos a tríade do fogo: Áries, Leão e Sagitário. Papai era intenso e presença; mamãe leve, doce, mas firme. Eram cúmplices e sustentavam o que diziam. Vocês conseguem imaginar o que isso representa?! Imbatíveis, não se rendiam. Trago lembranças memoráveis da minha tenra infância: brincadeiras, pirraças...
Então, é preciso deixar para trás o que morreu, o que não cabe mais, o que não nos leva para a frente. Diante dessa frase, brota a palavra “apego” em letras garrafais. Libere... Deixe escorrer por dentro e por fora, lenta e suavemente, com amorosidade e gratidão, para sedimentar o terreno daquilo que plantaremos em 2021. Pode vir a dúvida... a dualidade... Vivenciamos, em 2020, momentos tensos de grande aprendizado e experimentamos sentimentos e comportamentos diferenciados e excêntricos. Se acessarmos nossa sensibilidade e percepção para acolher o que foi vivido, estaremos mais conscientes e, consequentemente, mais capacitados e fortes para o que ainda está por vir. Ainda não acabou. E tudo depende de nós. O ano que recebemos vem nos oferecer horas, dias e meses em branco com o poder de escolhas. Mais uma oportunidade. ELE não desiste de nós. Precisamos nos soltar, abrir o coração e os ouvidos com lucidez, clareza e discernimento, fazendo o nosso melhor, pois é o que ...
E quando assustamos... já não somos mais os mesmos e muitos dos nossos sonhos ficaram para trás.... Abro agora um parêntesis no que venho escrevendo até aqui. Faço uma viagem no tempo; volto à minha cidade natal: Mateus Leme; à rua onde minha avó materna morou e criou seus filhos: Rua Wenceslau Braz, e foi nessa casa onde eu também nasci e passava as minhas férias de escola. Mas, para minha tristeza, e não me lembro mais o porquê, ela foi vendida na década de 70. Ficou a saudade de um tempo efêmero, intenso e inesquecível, deixando marcas profundas e indeléveis. Não conheci meu avô materno. Ele faleceu quando mamãe tinha dez anos. Por isso, desde o dia 06 de agosto quando alterei a foto de fundo do Post e também postei as fotos subsequentes mostrando um mesmo lugar, uma mesma rua, e essa casa que tem um significado tão especial, para mim. Uma maneira de homenagear e acalentar minhas memórias. Quando íamos visitá-la e atravessávamos aquela ponte, que sob ela passava um rio, no qual...
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