É preciso dar cor à vida...
E, independente, do tempo que se vai levar, é hora de despertar.
Despertar
Mergulhei fundo em meu estado de ser e,
Estarreci com o que vi.
Ri o riso amargo e descrente do inevitável,
Captei postura, atos, gestos, deste ser e,
Instintivamente, senti que jamais seriam compreendidos,
Apesar de tentar todas as sintonias.
Sofri com a necessidade do calar, do não fazer;
Aprendi que o falar, quase sempre, deve ser silêncio;
Levei a liberdade de palavras à imersão no profundo,
Observei que toda esta parafernália é o medo do ser e do estar,
Mesmo consciente de que a verdade aflora na pele, no ar...
Embebida, ora em lágrimas, ora em gargalhadas.
Silenciei ante as mutações que se desenrolavam,
Indo ao encontro do que pensei existir em tudo,
Livrando-me do que nunca fui cativa,
Varrendo de minhas entranhas e de minha mente
As incógnitas, o pranto, o desejo estagnado.
Até o próximo Post...
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